Da esquerda para a Direita: Presidente da Microsoft Brasil, Michel Levi, Professora Cláudia Almeida e o Professor Fernando Almeida.
Afogados da Ingazeira // Colégio Normal Estadual faturou a premição da Microsoft com o trabalho Escola.com Ciência
Raítza Vieira // Especial para o Diario de Pernambuco (10.09.2008)
raitza.vieira@diariodepernambuco.com.br
Pernambuco está mais uma vez entre os vencedores da etapa nacional do Prêmio Educadores Inovadores, promovido pela Microsoft. Esse concurso, divido em três categorias (aluno monitor, gestão escolar e tecnologias e educador inovador), busca destacar os melhores projetos educacionais brasileiros que utilizam a tecnologia como ferramenta auxiliadora no processo de ensino e aprendizagem das escolas públicas.
O Colégio Normal Estadual, de Afogados da Ingazeira, faturou na categoria "Aluno monitor" com o trabalho "Escola.com Ciência" - uma projeto educacional assistido por materiais digitais - desenvolvido pela professora Cláudia Almeida.
Ela explica que esse projeto teve a função de promover a inclusão digital dos alunos-normalistas (do curso normal, antigo magistério), levando-os a compreender os benefícios e a importância do uso da tecnologia da informação e comunicação no ensino.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2006, quando Cláudia e os alunos-normalistas pesquisaram e idealizaram o trabalho, sendo em 2007, a sua realização. "Foi nesse ano que adequamos a idéia e vivenciamos as oficinas de ensino com temas bem variados. Tínhamos muitas atividades interdisciplinares, contemplando na sua maior parte o ensino de ciências", comenta a professora que sempre se identificou com a informática. "Sempre quis aplicá-la a educação. Tanto que fiz mestrado com uma pesquisa voltada na área tecnologia educacional. Dentro dela, queria trabalhar com o futuro professor, mostrando a ele, na prática, as facilidades que temos em utilizar as tecnologias da informação e comunicação na sala de aula".
E parece que deu. Não apenas pelo fato da "Escola.com ciência" ter ganho o Prêmio Educadores Inovadores, mas, principalmente, porque houve uma grande aceitação dos alunos-normalistas e dos estudantes da 3ª e 4ª série, que desfrutaram do projeto. "Dividíamos as turmas em duas e trabalhávamos o mesmo assunto com elas. Uma turma ficava no laboratório de informática enquanto a outra ficava na sala de aula. No dia seguinte, invertíamos". Os estudantes, no laboratório, vivenciavam os assuntos dados na sala de aula: pesquisavam, faziam exercícios e produziam materiais.
Cláudia acredita que um dos diferenciais do projeto foi o fato de ele não utilizar apenas a tecnologia como um meio de veiculação de informação. "Ela passou a ser evidenciada como um elemento potencializador das atividades de ensino aprendizagem, agregando novas perspectivas e novas possibilidades graças aos produtos desenvolvidos como base nas idéias dos alunos-normalistas voltadas aos estudantes participantes". Ela acrescenta que ter ganho o prêmio foi importante para mostrar que com criatividade é possível fazer diferente. "Temos muito a fazer para melhorar a educação do nosso país. O Brasil é um país que tem um potencial criativo muito grande. E com a criatividade conseguimos destaque com os nossos trabalhos".
O Escola.com ciência vai disputar a etapa latino-americana na Guatemala, nos dias 25e 26 de setembro e, se vencer essa etapa, vai para a final mundial na Tailândia, entre 3 e 6 de novembro.
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